Horror

Published on fevereiro 28th, 2017 | by mundodafreya

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|Resenha| O Menino que Desenhava Monstros – Keith Donohue |Livro|

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Sinopse – O Menino que Desenhava Monstros

“Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico.

Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos.

Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.”


AUTOR: Keith Donohue
EDITORA: DarkSide
ANO: 2016
PÁGINAS: 256

O livro o menino que desenhava monstros conta a história de Jack Peter, um menino de 10 anos com síndrome de Asperger. Jack Peter, também chamado por Jip pelo seu pai, é filho único e tem sérios problemas para se socializar.

A sua condição piorou muito depois que sofreu um acidente no mar, três anos antes, com seu melhor amigo: Nick. Depois do acidente Jip não conseguiu mais sair de casa. Suas crises, cada vez mais constantes, começaram a assustar os pais. Principalmente a mãe que temia que o filho nunca fosse uma pessoa normal. Diferente do pai, que acredita ser uma condição passageira e muitas vezes não entendia a complexidade da situação.

A única criança que ele tem contato é Nick, seu melhor amigo, que vai a sua casa e entende de certa forma a sua condição. Jack Peter adora desenhar e nos últimos tempos seu passatempo principal é desenhar monstros. Jip é muitas vezes mal compreendido e as pessoas não confiam nele, principalmente na sua capacidade de discernir a realidade da imaginação.

Durante a narrativa vivenciará diversos acontecimentos assustadores e perturbadores presenciados por todos da casa, sem conexão com a realidade que conhecemos. Fazendo com que cada personagem, não apenas coloque em dúvida a sua própria sanidade, mas também acabem culpando Jip.

O livro fala sobre amizade, sobre a sua preciosidade e como ela pode ir além da compreensão. Ele fala também sobre pais que erram tentando acertar, e que em cada atitude querem o melhor para os seus filhos. Mostra que em algumas situações é difícil determinar o certo ou errado, e ainda assim permanecer unido como uma família. Principalmente quando na realidade está completamente perdido sem saber qual rumo tomar.

O menino que desenhava monstro pode ser considerado um livro de terror, mas para mim é muito mais que isso. Pode parecer lento no início, mas com o tempo irá entender melhor sobre seus personagens, medos e monstros. Entenderá mais sobre a amizade, sobre o desafio da paternidade, sobre a influência da dor nas relações e da culpa. E ainda, da difícil tarefa de perdoar.

Além disso, tem um final marcante e surpreendente, nunca leia a última página antes de concluir o livro.


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